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21 de maio de 2013

Cientistas descobrem 15 novas espécies de aves na Amazônia

Em cima, da esquerda para a direita: Bico-chato-do-sucunduri. Cancao-da-campina e Chorozinho-do-aripuanã; na parte de baixo: Arapaçu-de-bico-torto; Poiaeiro-de-chicomendes e Rapazinho-estriado-do-oeste  (Foto: Montagem/Vítor Q Piacentini/Fabio Schunck/Mario Cohn-Haft)Em cima, da esquerda para a direita: Bico-chato-do-sucunduri. Cancão-da-campina e Chorozinho-do-aripuanã; na parte de baixo: Poiaeiro-de-chicomendes; Arapaçu-de-bico-torto e Rapazinho-estriado-do-oeste (Foto: Montagem/Vítor Q Piacentini/Fabio Schunck/Mario Cohn-Haft)

Um grupo de 15 novas espécies de aves que vivem na Amazônia brasileira foi descrito por cientistas de três instituições do Brasil e uma dos Estados Unidos. Os pesquisadores afirmam que essa quantidade identificada é a maior da ornitologia brasileira dos últimos 140 anos.

saiba mais

  • FOTOS: veja algumas das aves descobertas

Os cientistas reuniram dados de trabalhos feitos anteriormente, além de análises genéticas e comparações morfológicas, para chegar à conclusão de que se tratavam de novas espécies que vivem no bioma amazônico, um dos que possui a maior biodiversidade do mundo.

As novas espécies foram encontradas no sul da Amazônia, em áreas dos estados do Amazonas, Pará, Acre, além de trechos de Rondônia e Mato Grosso. Quase todas vivem em áreas próximas de rios, como o Tapajós, Madeira, Roosevelt e Purus, ou em regiões isoladas, ora com vegetação alta, ora com mata rasteira, conhecida como campina ou campos amazônicos.

Segundo Luis Silveira, professor doutor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) e um dos pesquisadores do trabalho, os artigos científicos serão publicados entre o fim de junho e começo de julho em um volume especial da publicação “Handbook of the birds of the world”, especializada em detalhar novas aves de diversas partes do mundo.

Veja nomes de 12 das 15 novas aves da Amazônia

Rapazinho-estriado-do-oeste Choquinha-do-rio-roosevelt Poiaeiro-de-chicomendes Arapaçu-barrado-do-xingu Arapaçu-do-tapajós Choquinha-do-bambu Chorozinho-do-aripuanã Cancao-da-campina Chorozinho-esperado Cantador-de-rondon Bico-chato-do-sucunduri Arapaçu-de-bico-torto
fonte:G1

20 de maio de 2013

SP: vereadores querem permitir enterro de animais em cemitérios públicos

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Um projeto de lei quer autorizar o sepultamento de animais nos cemitérios públicos de São Paulo. A ideia é dos vereadores Roberto Tripoli (PV-SP) e Antonio Goulart (PSD-SP). O objetivo é priorizar o enterro de animais de estimação perto dos túmulos de seus donos.

“Os animais domésticos atualmente são considerados membros das famílias humanas, principalmente os cães e gatos, com os quais as pessoas mantêm estreitos vínculos afetivos”, diz o projeto de lei. “Quando um deles vem a falecer, além do extremo sofrimento da perda, as pessoas em geral se desesperam sem saber para onde destinar o cadáver. Os poucos cemitérios e crematórios particulares destinados a animais domésticos cobram altíssimas taxas.”

O projeto de lei começou a tramitar na Câmara Municipal de São Paulo na última quinta-feira, e foi publicado no Diário Oficial na sexta-feira. Ele precisa passar por todas as comissões antes de ser aprovado.

Fonte: Terra

18 de maio de 2013

Como calcular a real idade “humana” do seu cachorro?

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É comum ouvir que devemos multiplicar por sete os anos dos cães para termos ideia de sua idade em aspectos mais humanos. Mas será que isso é verdade?

A minha terrier Meg morreu há alguns meses, com 19 anos e quatro meses. Foi quando lembrei dessa multiplicação, o que faria com que minha cadela tivesse improváveis 135 anos “humanos” ao morrer.

Não se sabe de nenhum humano que tenha vivido além dos 122 anos.

Mas se a multiplicação por sete está equivocada, como fazemos um cálculo mais preciso da idade dos cães?

Raças maiores e menores Os cães são a espécie de mamíferos mais diversa do planeta. Podem variar em peso – de 3 kg a 90 kg – na idade adulta, em tipos de corpo e em pelos.

Isso significa também que há grandes variações de expectativa de vida entre as raças. E, curiosamente, cachorros pequenos tendem a viver mais do que os grandes.

“A correlação estatística entre expectativa de vida e tamanho costuma ser positiva – gorilas, elefantes e baleias vivem muito mais do que roedores, por exemplo”, diz Daniel Promislow, professor de genética da Universidade da Geórgia (EUA).

Por que, então, cães são uma exceção? Promislow tem uma teoria: “A doença que tem a maior correlação com o tamanho (do animal) é o câncer”, diz.

Sendo assim, como o risco de câncer aumenta com a idade, e cães maiores têm até 50% de risco de morrerem dessa doença, as raças maiores geralmente têm vida mais curta do que as menores (nas quais as chances de morrer de câncer caem para 10%).

Isso acontece mesmo se levarmos em conta que as raças menores atingem a maturidade mais cedo.

“Ao chegar à vida adulta, os cachorros menores vivem mais”, diz Kate Creevy, professora também da Universidade da Geórgia. Em outras palavras, a juventude dos cães pequenos é curta, mas sua vida adulta é longa.

Os cachorros maiores, no entanto, levam até 2 anos para a maturidade do esqueleto e, depois, podem viver menos, entre quatro e cinco anos em alguns casos.

O buldogue, por exemplo, vive em média até os seis anos, enquanto um border terrier tende a viver uma média de 14 anos.

Mais velho que um humano Então, veja que curioso: na conversão em “idade humana”, um cão pequeno é mais velho do que um grande aos 2 anos, porém mais novo aos 5 anos.

“Isso não acontece com nenhum outro animal”, diz Creevy. “É possível que, ao criarmos cães com tamanhos tão diversos, tenhamos ‘desmascarado’ esse fênomeno da idade.”

Ninguém sabe explicar a origem da teoria da multiplicação por sete – ou, pelo menos, ninguém reivindica responsabilidade por ela. A ideia começou a aparecer em livros de matemática dos anos 1960, pedindo para que crianças calculassem a idade canina nessa proporção de 1 para 7.

Mesmo assim, a estimativa não é ruim para a espécie canina como um todo.

Se levarmos em conta as diferentes taxas de envelhecimento no início da vida do cão e a diferença entre as expectativas de vida, uma estimativa mais precisa seria de seis anos caninos para um ano humano.

No entanto, se olharmos aos dois extremos, veremos que um buldogue terá em média 13 anos para cada ano humano, enquanto um mini Dachshund terá quatro para um.

E quanto à minha cadelinha Meg? Ela não tinha 135 anos ao morrer, mas sim 109, indicam os cálculos. Uma velhinha em termos humanos, mas não tanto. Acho que ela ficaria satisfeita em saber.

Fonte: UOL

15 de maio de 2013

Ter animais de estimação reduz risco de sofrer de doença cardíaca

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Ter um animal de estimação pode ajudar a reduzir o risco de doença cardíaca. A conclusão é de um grupo de investigadores norte-americanos que fez, para a American Heart Association, a revisão de uma série de estudos anteriores sobre a influência dos animais, em especial dos cães, na saúde e veio, agora, comunicar os seus benefícios, avança o portal Boas Notícias.

De acordo com Glenn N. Levine, professor do Baylor College of Medicine em Houston, nos EUA, e coordenador da equipe que efetuou a revisão, publicada na revista científica Circulation, “ter um animal de estimação, em particular um cão, está, muito provavelmente, relacionado com uma diminuição do risco de doenças cardiovasculares”.

Segundo Levine, as investigações efetuadas até ao momento mostram que os benefícios da presença de um animal na vida dos donos têm, maioritariamente, a ver com a saúde do coração, já que estes tendem a ser mais ativos fisicamente por terem o hábito de passearem os seus cães.

Um estudo baseado em dados de cerca de 5.200 adultos mostrou que aqueles que tinham cães “caminhavam e faziam mais atividade física” do que os que não tinham, apresentando 54% mais probabilidade de cumprir o nível recomendado de atividade física diária.

Além disso, o fato de se ter um animal de estimação apareceu já, também, relacionado com uma tensão arterial mais baixa (porque estes “companheiros” de quatro patas podem ter um efeito positivo em termos da reação do organismo ao stress) e a níveis de colesterol reduzidos, além de uma menor incidência de obesidade.

Especialistas falam na necessidade de mais estudos Ainda assim, alerta Levine, estes estudos “não são definitivos e não provam, necessariamente, que ter um animal de estimação reduz de imediato o risco de doença cardíaca”. “Também pode acontecer que as pessoas mais saudáveis sejam aquelas que têm animais e não que sejam os animais a causar esta redução”, sublinha.

“Na sua essência, os dados sugerem que há, provavelmente, uma associação entre o fato de se ter um animal de estimação e de existir um menor risco de doença cardiovascular”, esclarece o investigador, que afirma que “ainda é pouco claro se o ato de adotar ou comprar um animal pode levar à redução deste risco em pessoas que já tenham a doença”.

“Vão ser precisas investigações mais aprofundadas e estudos de mais qualidade para dar uma resposta definitiva a esta questão”, conclui Glenn Levine, destacando que, em qualquer dos casos, acrescentar um animal à família é algo que nunca deverá acontecer apenas por se considerar que haverá vantagens para a saúde.

Fonte: RCM Pharma

10 de maio de 2013

Guepardos são ‘melhores amigos’ de irmãos sul-africanos; veja foto

Malan, de 3 anos, e Kayla, de um ano brincam com um dos dois filhotes de guepardo que foram resgatados pela família na Cidade do Cabo (Foto: Caters)

Malan, de 3 anos, e Kayla, de um ano brincam com um dos dois filhotes de guepardo que foram resgatados pela família na Cidade do Cabo (Foto: Fiona Ayerst/Africa Media/Caters)

A amizade peculiar entre dois irmãos sul-africanos e dois irmãos guepardos tem atraído a atenção de moradores da Cidade do Cabo, segundo a agência Caters.

Malan, de 3 anos, e Kayla, de um ano, têm os felinos como “melhores amigos” há um ano, quando os pequenos guepardos foram adotados pela família após nascerem em uma reserva de caça na região da Rota Verde, área turística da África do Sul.

De acordo com Kim e Hein Schoeman, pais das crianças, a adoção ocorreu devido à preocupação com a vulnerabilidade dos filhotes.

Segundo Hein, normalmente uma mãe guepardo pode fornecer alimentação apenas para metade de sua ninhada, o que eleva a taxa de mortalidade entre filhotes nas primeiras 16 semanas de vida.

Batizados de Wakku e Skyla, os guepardos nasceram em uma cria de quatro filhotes. Devido à triste estatística, foram resgatados, cresceram e agora vivem no quintal da casa dos Schoeman.

Apesar da convivência harmoniosa entre animais e homens, o casal tomou precauções com seus filhos ao ensiná-los a brincar de forma segura com os felinos. “As crianças foram ensinadas a não correr perto dos guepardos e não estão autorizadas a virar as costas para eles. Eles são animais selvagens e seus instintos estão lá”, explica a mãe das crianças.

Ela afirma ainda que seus filhos já percebem que não podem simplesmente ir na área onde os animais estão para brincar com eles. “Se os guepardos saltarem ou atacarem, eles simplesmente vão empurrá-los para baixo e dirão ‘não, não façam isso’”, explica Kim.

fonte:G1

9 de maio de 2013

Dicas de cuidados com bebês e animais em casa

Quando os pais estão à espera de um bebê, a casa toda fica diferente. A família comemora, os presentinhos não param de chegar, e o seu animalzinho de estimação… Bem, seu pet também vai perceber a movimentação anormal, e é aí que os cuidados começam. Segundo a médica veterinária do Hospital Veterinário Pró Vita, Rhéa Cassuli Lima dos Santos, o ideal é acostumar o animal, aos poucos, com a ideia de um novo integrante na casa.

“Normalmente o que acontece com o cão ou o gato é o ciúme. O pior que a gente pode fazer é evitar o contato com as coisas do bebê. Então, a dica é que o animal comece a cheirar o berço, a cama, as roupinhas aos poucos. É importante ter esse contato com a criança desde pequeno”, comenta Rhéa.

A veterinária lembra que não há problemas de deixar o animal perto da criança, mas claro, ele deve estar vacinado e vermifugado. “É essencial manter as vacinas em dia. E outra dica legal é que a gestante acostume o pet, já durante a gestação, a não chegar perto do local onde ela vai amamentar a criança, seja no sofá, na poltrona ou na cama. É bom estabelecer esse limite”, acrescenta.

Quanto aos cuidados com a higiene, nunca é demais lembrar: itens do bebê como mamadeira e chupeta, por exemplo, caso caiam no chão, devem ser bem higienizados antes de devolvê-los ao bebê. Os pelos, em alguns casos, podem causar alergia ao bebê.

É bom lembrar que os pais devem arranjar um tempinho na agenda para cuidar também do animalzinho. Reservar um tempo para o passeio e para as brincadeiras, por exemplo, é fundamental!

Fonte: Paranashop

8 de maio de 2013

Obesidade e a alimentação inadequada reduzem expectativa de vida de animais

O número de animais de estimação com obesidade tem preocupado veterinários e ativistas no mundo inteiro. Somente no Reino Unido, 18,5 milhões de bichos vão ter a vida mais curta devido ao transtorno, causado pela má alimentação oferecida por seus donos, que, muitas vezes, distribuem doces e frituras no lugar das rações convencionais.

Para analisar os efeitos e motivos da obesidade em animais de estimação, um relatório britânico contou com a participação de quase quatro mil donos de cães, gatos e coelhos, 466 médicos e enfermeiros veterinários, além de 553 crianças no Reino Unido.

Foi constatado que quase 19 milhões de bichos no país europeu têm hábitos alimentares irregulares, e 13,5 milhões de bichos são alimentados apenas com comidas gordurosas e doces, que aumentam as chances de o animal desenvolver diabetes, artrites e doenças cardíacas decorrentes da obesidade.

Mais da metade das pessoas que responderam à pesquisa confessaram que fornecem alimentos prejudiciais à saúde de seus bichos. E o pior: muitas vezes, os donos acreditam que as guloseimas proibidas são recompensas, que podem deixar seus animais de estimação mais felizes.

Na verdade, doces e comidas gordurosas trazem efeitos nocivos aos animais até mesmo em curto prazo: fora a predisposição às doenças que podem levar à morte, os pets que mantêm uma dieta inadequada perdem qualidade de vida, graças ao peso do corpo que precisam sustentar. Em função disso, muitos cães têm a capacidade respiratória reduzida e ficam com dificuldades para caminhar e fazer exercícios que contribuem para uma vida mais saudável.

Fonte: Tribuna da Bahia

6 de maio de 2013

Amizade entre filhotes de tigre, leão e macaco é registrada em zoo da China

Um raro flagrante de convivência entre animais de três diferentes espécies foi feito no zoológico Guaipo Manchurian, na cidade de Shenyang, na China.

A imagem, divulgada nesta sexta-feira (3) pela agência de notícias Reuters, mostra um bebê macaco apoiado nas costas de um filhote de leão e, ao lados dos dois “amigos”, estão outros dois filhotes de tigre, que tiram um cochilo na grama.

A amizade incomum entre o leão, que tem pouco mais de 30 dias de vida, e o pequeno primata, nascido há 18 dias, surpreendeu os tratadores do zoo chinês.

Desde o nascimento dos dois animais eles são alimentados por funcionários do local, já que suas mães não fornecem leite materno para amamentação.

Um raro flagrante feito em um zoo da China: quatro filhotes de três diferentes espécies interagem em um mesmo ambiente. Um macaco ficou amigo do leão, que convive tranquilamente com outros dois filhotes de tigres, que não estão nem aí para o que está acontecendo e só querem "tirar um cochilo". (Foto: Reuters)Um raro flagrante feito em um zoo da China: quatro filhotes de três diferentes espécies interagem em um mesmo ambiente. Um macaco ficou amigo do leão e ambos convivem tranquilamente com outros dois filhotes de tigres, que não estão nem aí para o que está acontecendo e só querem “tirar um cochilo”. (Foto: Reuters)
fonte:G1

3 de maio de 2013

Animais de estimação inspiram mercado bilionário

Adriana Lampert

Mais de 31 milhões de cães e 15 milhões de gatos fazem a alegria de fabricantes de rações, medicamentos e produtos destinados ao mercado pet brasileiro. Segundo colocado no ranking de faturamento mundial, o País só perde para os Estados Unidos e conta com cerca de 40 mil lojas para o setor. A cada ano, surgem novos empreendedores atraídos pelo negócio, que cresceu em torno de 8,5% em 2012, se comparado com o ano anterior, e movimentou 0,39% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Criada como “membro da família”, uma grande parcela destes animais de estimação não come mais restos de comida nem toma banho de mangueira. Graças a donos mais cuidadosos, ganham rações nutritivas e balanceadas e frequentam clínicas e estéticas especializadas.cachorro-dinheiro-valor-petrede

Além de contar com alisamentos de pelos, tosas personalizadas, entre uma série de outros tratamentos de higiene e beleza, os pets modernos também são contemplados com serviços de babás, passeadores, adestradores, psicólogos e clínicos veterinários. Dos serviços aos produtos, sempre há uma novidade, e o mercado tem apostado em itens de primeira linha. Quem procurar encontrará até comida congelada para cães (cordeiro com grão-de-bico e risoto vegetariano são algumas das receitas disponíveis na versão que passa pelo freezer). Os cuidados com saúde, alimentação e lazer estão inseridos no orçamento familiar com a mesma prioridade que a matrícula das crianças na escola.

A evolução da consciência de que a natureza e os animais merecem respeito e a melhora da renda dos brasileiros, iniciada nos anos 1990, são fatores que estão diretamente relacionados ao aprimoramento dos tratos com os pets. Implementadas durante estes últimos 20 anos, as pet shops contribuíram para a disseminação de marcas de produtos de alimentação e brinquedos e fortaleceram o conceito de que banho, tosa e outros tratamentos devem ser realizados preferencialmente por profissionais do setor.

Uma pesquisa divulgada pela consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza aponta que, até o final de 2012, o mercado pet teria movimentado R$ 12,7 bilhões, cerca de R$ 1 bilhão a mais do que em 2011. Segundo o estudo, o gasto médio de uma família brasileira com seu animal de estimação gira em torno de R$ 800,00 por ano no caso de cães, e cerca de R$ 500,00 no caso de gatos.

Por sua vez, dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) mostram que a cadeia gera 1,02 milhão de empregos nas 521 indústrias, 287 laboratórios e instituições de ensino e 87.170 empresas que compõem a rede de comercialização.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Pequenos Animais (Anfalpet), somente em ração foram 1,8 milhão de toneladas em 2012, com faturamento de US$ 3,07 bilhões. Além de cães e gatos, outros bichos demandaram estas vendas: no Brasil, cerca de 5,6 milhões de pássaros e 2,5 milhões de peixes têm endereço e um proprietário que os ame.

Do pátio para cima do sofá
O aumento do número de famílias brasileiras morando em apartamentos colaborou para que os pets de hoje em dia tenham se aproximado mais dos proprietários – literalmente, devido à redução do espaço físico. E maioria deixou o pátio para frequentar o sofá da residência. Isso está diretamente ligado ao fato de que a cada ano cresce o número de brasileiros que moram sozinhos, enquanto se proliferam casais sem filhos, ou que optaram por ter apenas uma criança – abrindo espaço para que o vínculo afetivo entre os proprietários e seus animais de estimação se amplie na mesma proporção.

Mais do que gastar com rações e vacinas, os donos de cães e gatos do século XXI frequentam o comércio do setor para agradar os pets. A psicóloga Mônica Kobalchini faz parte deste time. Ela admite que, no Natal ou nos aniversários, dá presentes para suas duas gatas. “Gasto mais para mimá-las do que para suprir as reais necessidades delas”, afirma, explicando que as felinas demandam poucos custos. Mônica prefere dar o banho nas bichanas em casa. “No mais, são despesas veterinárias ou gastos com areia, petiscos e ração, até porque o mercado de gatos é bem menor do que o de cães”, diz a psicóloga, mostrando uma “pontinha de mágoa”.

E, se colocar o valor dos custos na ponta do lápis contasse (mesmo), nem isso impediria toda a atenção dispensada para a daschund Nina, uma entre muitas cadelas sortudas (porque ainda há quem negligencie os cuidados necessários aos animais) espalhadas pelo País. Adotada pela família do estudante de Engenharia Marco Becker (21 anos), Nina costuma ser levada à clínica veterinária para exames de revisão e procedimentos de prevenção. Somente em dezembro do ano passado, a família desembolsou R$ 700,00 na compra de remédios e produtos de higiene para a mascote. Todo mês, ela volta para casa com antipulgas aplicado e um brinquedinho novo. Na despensa, quatro marcas de ração acusam que a cadelinha é exigente: “Tentamos várias, mas ela não come nenhuma”, relata Becker.

Empresas investem em artigos e atendimento de luxo
“A classe A gosta de produto de luxo, e não olha o preço”, garante a sócia-diretora da pet shop Mundo Animal, Marione Pinheiro. “Mas a classe B, embora questione ou compare valores, gasta na mesma proporção, de acordo com seu poder aquisitivo – seja em produto ou em serviço”, complementa a empresária, com mais de 20 anos de experiência no ramo. A Mundo Animal, uma das primeiras do gênero em Porto Alegre, disponibiliza, além de produtos e serviços, um hospital com atendimento 24 horas com serviços exclusivos de hotelaria de day care no espaço de 500m². Ali, 20 veterinários se dividem para atender a cães e gatos.

Presidente da Associação das Empresas de Produtos e Serviços para Animais de Companhia do Rio Grande do Sul (Gespet), entidade criada em outubro de 2012 com foco na especialização deste mercado, Marione e o irmão, Roberto Pinheiro, sempre foram “cachorreiros por entusiasmo” e dedicam-se aos pets desde muito jovens. A empresária acompanhou a evolução dos produtos e serviços do segmento e hoje em dia investe em itens importados nas prateleiras de suas três lojas. Nas gôndolas tem de tudo, até coleiras douradas e com pedras de cristais, ou strass, algumas inclusive de marcas famosas, com a Louis Vuitton. Também as cadeirinhas para automóveis, poltronas e todo tipo de brinquedo para cães, ou arranhadeiras e fontes de água corrente para gatos, chamam a atenção entre milhares de outros produtos, como roupas e acessórios sofisticados, que enchem os olhos da clientela.

Além dos mimos para os bichanos, a Mundo Animal oferece clínica, estética, farmácia e serviços especializados, como endoscopia, internação com isolamento, acompanhamento do proprietário em horário comercial, hotelaria com atendimento VIP, tudo em ambiente climatizado e camas esterilizadas.

Evolução dos produtos e serviços
À frente da rede Águia Veterinária há 12 anos, o empresário Antônio Rodrigo de Aguiar Pires tem visto a rede crescer em torno de 20% a 25% ao ano. Atualmente, a empresa tem três operações em Porto Alegre. Na Silva Só, além de loja, há também estética e clínica 24 horas, com possibilidade de internação. A variedade de produtos é grande: são de cinco mil a sete mil itens em cada loja. A busca por serviços diferentes por parte dos clientes fez com que a empresa investisse em diversas especialidades clínicas, além de inúmeras alternativas de banho, tosa, exames laboratoriais e de imagens. “Assim que ampliarmos o hospital, iremos implementar a tomografia computadorizada”, diz Pires, que vai investir R$ 1 milhão na construção de novo complexo hospitalar nos próximos anos.

Neste período, o empresário acompanhou a mudança de comportamento dos consumidores. “Comparando com os proprietários de antigamente, hoje as pessoas dão muito mais atenção e carinho aos animais de estimação”, opina o empresário, que ressalta que, além da parte de cães (50%) e gatos (35%), a área de pássaros, roedores e peixes também tem bastante demanda entre os porto-alegrenses. Pires acredita que a tendência antes da expansão da rede é investir cada vez mais na qualificação da oferta e atendimento ao consumidor. “Para o futuro, iremos nos focar em um sistema parecido com o de franquias”, anuncia.

Demanda aquecida pelos donos
O pet preferido dos brasileiros continua sendo o cão, mas os gatos também têm espaço cativo, seguidos por peixes, roedores, aves, tartarugas e alguns animais exóticos. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) indicam que as fabricantes do setor fecharam o ano com produção em torno de 62 milhões de toneladas de ração e de 2 milhões de toneladas de sal mineral, além de movimento de R$ 47 bilhões para aquisição de insumos nacionais e importados. Segundo a entidade, a produção estimada de alimentos para cães e gatos cresceu aproximadamente 5% em 2012, alcançando cerca de 2,3 milhões de toneladas. “Os animais de companhia são considerados membros das famílias desses proprietários que se estabeleceram no mercado de trabalho formal e tiveram sua renda aumentada, além de encontrar mais crédito ao seu alcance”, comenta o vice-presidente do Sindirações, Ariovaldo Zani.

Na contramão do prato de comida, um nicho que tem crescido no mercado pet é o de fraldas, lenços e tapetes higiênicos (que substituem o uso de jornais) para necessidades fisiológicas de cães, e de areias para gatos. O proprietário da indústria Arrayares, Paulo Darlan, diz que estes produtos e a linha voltada para pessoas da terceira idade são responsáveis por 50% do faturamento da empresa, que há 21 anos trabalha também com fabricação de fraldas para bebês. “O nicho pet e o envelhecimento da população” levaram Darlan a investir nestes dois segmentos há quatro anos. Os produtos são acessíveis e vendem bem para todas as classes, garante o empresário. “Hoje em dia, é comum um casal ter dois cachorros e nenhum filho, então eles gastam quase a mesma coisa que gastariam com crianças, desembolsando em produtos e serviços para os bichos.”

Mercado pet abre espaço para novas empresas
Como praticamente todas as empresas medianas oferecem os mesmos produtos, o que pode ajudá-las na diferenciação é o relacionamento com os clientes, ou o foco em artigos menos convencionais. Ciente de que para se destacar precisava apostar em um nicho específico, a advogada Marcia Bonorino criou a Petit Maurice, grife de roupinhas para cães, com direito a coleções distintas a cada estação.

“O mercado deu uma boa resposta”, garante a empresária, que defende o uso de roupas também no verão: “Se o proprietário corta o pelo do cão e sai no sol muito quente, aquilo faz mal para a pele do cachorro, então colocar uma camiseta fininha é importante”, explica Marcia. Ela decidiu abrir o negócio também porque tinha dificuldade de achar roupas com design simples e “ao mesmo tempo fashion”, que vestissem com mais graça a sua cadela yorkshire, Pommer. “Faltava bom acabamento nas roupas, por mais simples que fossem”, opina. A Petit Maurice vende (pela internet ou para lojistas) camisetas de meia-malha, moletons, capas de chuvas e outras roupas para pequenos animais, ou sob medida para os de maior porte. “Uma camiseta custa em média R$ 36,00”, mensura Marcia.

Assim como a advogada apostou no ramo, o trabalhador da área calçadista Maikon Santos decidiu entrar no segmento, aos poucos: ainda trabalha como assalariado, mas há cerca de um ano passou a confeccionar camas para pets e criou a marca Jujuba Bichos. “É um negócio paralelo. Produzo cerca de 40 itens por mês. Todas as camas têm tecidos de camurça sintética, com estampas bem diferentes, além de fibra 100% de silicone, que torna mais fácil a lavagem”, diz o empresário individual, que também enxergou a possibilidade devido à sua experiência pessoal. “Tenho cachorros, e sei que dão várias despesas. O segmento está em alta, e a tendência é crescer cada vez mais, ao contrário do setor coureiro-calçadista, que está decadente.” Após um investimento inicial de R$ 2 mil, Santos já fatura em torno de R$ 2,5 mil por mês. “Contando os gastos que tenho, o lucro ainda é baixo (45%), mas a ideia é crescer em vendas”, projeta.
Gaúchos e paulistas lideram os gastos

Segundo o Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência, dos bilhões de reais gastos com animais de estimação, 45,47% é desembolsado pela classe B, que representa 24,45% dos domicílios do País. Em seguida vem a classe C, responsável por 52,38% dos domicílios em área urbana, com 28,72% do consumo. “Mesmo gastando mais dinheiro, a classe A fica com o percentual baixo porque representa uma camada mais restrita da população, algo em torno de 2,6% do total do País”, explica a diretora de Atendimento e Planejamento de Geonegócios do Ibope Inteligência, Márcia Sola. Ao analisar os gastos por região, o Pyxis Consumo mostra que o Sudeste é a área com maior potencial: 53,75%. A seguir, aparece o Sul, com 18%.

Na análise por classe e por região do País, a classe B continua na frente em todas as regiões no que se refere às compras de pessoa física junto a varejistas do ramo, as quais incluem alimentação, vacina, banho e tosa, gastos com veterinário, ração, xampus, brinquedos e acessórios, explica Márcia. Ela garante que o mercado pet está em franca expansão. “Os shopping centers cada vez mais têm lojas para animais de estimação na sua área de serviços, e o varejo em geral está começando a se estruturar, de forma que já existem redes com possibilidade de levar futuramente suas operações para todo o País.” A grande maioria deste varejo ainda é de pequeno comércio, pondera Márcia, ressaltando que, apesar disso, “já existem algumas redes aparecendo com força significativa”.

Fonte: Jornal do Comércio

2 de maio de 2013

Fóssil pode ajudar a entender origem do voo dos beija-flores, diz estudo

O fóssil de um pesqueno pássaro que viveu há cerca de 50 milhões de anos pode ajudar a entender melhor a formação das asas e a origem do voo dos beija-flores, apontam cientistas da Universidade do Texas em Austin e do Centro Nacional de Síntese Evolutiva dos Estados Unidos (NESCent, na sigla em inglês) em um estudo publicado nesta quarta-feira (1º).

Encontrado no estado de Wyoming, nos EUA, o fóssil da espécie Eocypselus rowei  possui restos bem-preservados de penas, o que permitiu que os pesquisadores presumissem o formato e o tamanho das asas do pássaro de uma forma que não seria possível apenas com os ossos.

A espécie descoberta recentemente foi comparada com espécimes de pássaros atuais e extintos, de acordo com uma nota publicada pelo NESCent. A análise sugere que o animal fossilizado era um precursor evolutivo do grupo que inclui os beija-flores e a família Apodidae, que tem entre seus representantes pássaros conhecidos popularmente como andorinhões.

“O fóssil representa o mais perto que já chegamos do ponto em que beija-flores e andorinhões ['swift', no termo em inglês] seguiram caminhos diferentes [no processo evolutivo]“, disse o pesquisador Daniel Ksepka, em nota divulgada pelo NESCent. Ksepka é um dos principais autores da pesquisa, publicada no periódico científico “Proceedings of the Royal Society B”.

‘No meio’
Beija-flores tem asas pequenas em comparação com seus corpos, o que ajuda a pairar no ar, diz o estudo. Já os andorinhões e outros pássaros “aparentados” possuem asas mais longas, o que é útil para voos em grande velocidade. As asas do fóssil, segundo os cientistas, estiveram em algum ponto “no meio” destas duas condições.

“[Baseado no formato das asas] provavelmente ele não era um ‘pairador’, como o beija-flor, e também não era eficiente em voos rápidos como o andorinhão”, afirmou Ksepka à NESCent, instituição para a qual trabalha como cientista.

O pássaro fossilizado provavelmente tinha 12 centímetros da cabeça até a cauda, dizem os cientistas. As penas equivaliam a mais de metade do tamanho total das asas do Eocypselus rowei. O formato das asas, combinado com o tamanho, sugerem que a espécie evoluiu para tornar-se pequena antes do surgimento do comportamento único de voo de cada um dos dois grupos (beija-flores e pássaros da família Apodidae).

“Beija-flores surgiram de ancestrais com corpo pequeno, mas a habilidade para pairar no ar não apareceu aí, e sim mais tarde”, explicou o pesquisador.

fonte:G1